06 março, 2013

#ARQUIVO DE FEVEREIRO


  • É indecisão e, ao mesmo tempo chega a não ser porque as duas alternativas chegam ao mesmo ponto e eu acabo não gostando, pois existe outra saída - mais complicada, incerta - e eu não posso confiar que chegarei onde quero com isto. É ruim demais saber detalhes de verdade de uma história e uma pessoa vir e criar fatos que a desminta. É desnecessária a ignorância e frieza quanto aos sentimentos, desnecessária a falta de honestidade.
    Alcanço um auge onde não posso mais voltar atrás. Chego a um caminho onde ou é isto ou é aquilo, e quanto o mais depressa eu me decidir melhor. Melhor pois não será gasta minhas energias com o sofrimento, pois não será necessária as minhas lágrimas ao travesseiro e a busca de ombros e colos que possam me confortar.
    Você diz me amar, e eu me pergunto que amor é esse que é incapaz de pensar em quem está ao seu lado, que raio de amor é esse que é capaz de transmitir insegurança e dor a quem deveria receber apenas o inverso? O pior, é que não encontro respostas, nem mais perguntas. Apenas isso me sufoca, agonia e suga tudo que há dentro de mim, me deixando assim no mais profundo vazio.
    Recebo mensagens de alerta em todos os momentos dizendo que eu não devo, que não devia e que não vou continuar com você, de que eu nunca deveria ter me apegado demais a você, me preocupado demais, e confiado demais. Mensagens estas por sinal que neste momento são desnecessárias, pois me deixam mais amarga, mais fria comigo mesma, e me deixam incapazes de analisar a situação, aliás nem sei o porque de querer ir mais ao fundo, de querer cavar e ir mais além do que se já está, se o presente já explica todos os fatos e o que eu posso encontrar venha me ferir mais.
    É involuntário todo e qualquer pensamento que envolva você e eu, nós, a sós. E é por isso que lanço uma corda, um sinal de fogo, um grito de alerta para me retirar o mais depressa possível deste lugar que me aprisiona - lugar este que por mais que não exista nenhuma grade, se torna numa prisão porque não consigo raciocinar, me mover. Lugar que me torna incapaz. -, e me torna infeliz. Tenho cada vez mais a certeza de que vou ser socorrida, de que alguém poderá me socorrer, me retirar deste vazio cheio de você, porém isso se tona num equívoco pois só eu posso me salvar, libertar, quebrar as grades que me impedem de sair, eu tenho as chaves em minhas mãos e não sei em que posição elas adentram no cadeado e muito menos para que lado devo girá-las para abri-lo.
    É necessário uma ação rápida, inteligente. Tenho que traçar, assinar - ou seja lá a palavra correta a ser usada - algo que me retire, me preencha novamente.
    Surge então uma alternativa, uma única que pode me livrar de tudo - de você, do vazio, dos pensamentos longínquos, das fantasias do nós, da dor, da paixão, das grades da prisão -, mas tenho receio de usá-la e me arrepender. Então me pergunto como uma pessoa em sã consciência vai lá ter medo de arrepender-se de ser feliz, de ser real, liberta? E tomo a coragem de tentar de todas as formas sair. E agora, sou livre.

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