30 outubro, 2012

A nossa cena

Te observo sentado numa poltrona da sala de TV, e penso, se realmente foi consciente de minha parte te recusar. É, um arrependimento contínuo. Frenético. Constante.
É como se eu estivesse recusando a minha própria felicidade - você - de forma imprescindível.
Milhares de vezes eu escutei um "toc toc" na minha porta, e rejeitei, por receio das decepções. Mas, finalmente, por sorte ou azar meu, ela a tal da felicidade deixou um recadinho na minha caixa do correio, dizendo que, quem batia a todo o momento na minha porta, era você.
Sabe, eu ainda tenho inúmeras esperanças de te receber, aqui, de braços abertos pra nunca mais soltar. Porém, "dependo" de você. Sou "dependente" das suas atitudes, e decisões. 
Você assistia a um filme romântico, onde a história contada coincidentemente era parecida com a nossa. Então, eu me sentei atrás de uma bancada, sem que você pudesse me observar, mas, eu observava pacientemente cada cena, catando cada mínimo detalhe. E era incrível como cada cena transcrevia minuciosamente nossa história, nosso conto.
Mas, finalmente a cena final veio à tona, e eu pude perceber cada expressão do teu corpo, do teu rosto, e incrivelmente eu sentia a mesma coisa...
Foi quando por surpresa minha, a coragem apareceu, e eu fui a sua frente, te puxei para que pudesse ficar de pé, e logo após, nos beijamos. Em nossas  memórias naquele momento, o nosso filme estava em cartaz.
E cada um de nós, tínhamos um desejo imenso de que ele nunca saísse de cena.
Logo depois do beijo, nós rimos. Enfim, pude perceber o quão tola que fui em não te aceitar antes.
Desculpa leitor, o final do filme, cabe a mim e a ele escrever, e realizar. Nenhuma palavra explica.

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