21 agosto, 2012

Eu solitário

E agora, estou eu, sentindo-me como um pássaro sem asas, como um cantor sem voz, ou uma bailarina sem pé.
Agora tudo parece mais triste, tento me animar ouvindo uma música bonita, mas sem querer a ironia sibila mais alto, mas é um sibilo cuidadoso, entende? Pois é, muito mais do que nós poderíamos ter sido.
Quando de repente, lembro-me de você, dos teus olhos, dos sons que saiam da tua boca, do teu jeito debochante, e fico torcendo. Mas, torço muito para que você encontre alguém, que ao invés de mim, te faça de idiota, que faça tudo o que você julga correto, e no fim dê um "ponta-pé" que quebre seus mínimos ossos, e sem alternativa alguma você venha me pedir socorro. Porém, como uma ferida fechada, um sangramento estancado, direi a você: "- Querido, o mundo gira, tudo o que vai, volta. Menos eu!". E se, você se aproximar, me abraçar, ou pegar em minha mão, cairá no meu lado mais solitário, mais triste, mais morto. 

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